Bogotá, conhecendo a capital colombiana

Chegamos num vôo da Copa Airlines via Panamá, o que torna a viagem mais longa e cansativa e com certeza não colabora para causar uma boa primeira impressão de qualquer lugar aonde você vá.

Bogotá fica encravada nas montanhas, cidade em grande altitude, isso torna a respiração mais difícil. Achava que isso era balela dos jogadores de futebol para justificarem a derrota do seu time, mas realmente afeta. Adicionar a isso uma certa dose de frio.

Desembarcamos, passamos pelo controle de passaporte (Veio fazer o que? Sua profissão? Quantos dias? Onde ficará? Tudo de praxe, mas pelo menos a policial era bem simpática.), cambio de dinheiro (boa taxa em frente às esteiras das bagagens) e aduana.

Curiosidade: no banheiro do aeroporto (e em vários outros do país) você compra o papel higiênico em uma máquina na entrada. Do aeroporto El Dorado, pegamos um táxi até o hotel. Sugere-se que pegue o táxi oficial, numa fila que fica no lado direito da saída do desembarque internacional. Saiu por 30.000 pesos negociados ao pegar o táxi.

O caminho não foi dos mais bonitos, passando por lugares bem estranhos até chegar na Zona Rosa, aonde fica o hotel. O hotel chama-se B3 Virrey, fica ao lado do parque Virrey que é a parte nobre da cidade. Ali perto ficam os principais shoppings e a noite da cidade, com bares e boates, porém longe do centro histórico (La Candelaria).

Vista do centro de Bogotá
Vista do centro de Bogotá

No primeiro dia, uma sexta-feira, tentamos pegar o ônibus J72 na estação do Transmilênio que nos deixaria próximos ao Museu do Ouro, no centro histórico. Tentamos apenas, por que os poucos que passavam estavam super lotados. Aqui cabe uma explicação. Bogotá não tem metrô e os ônibus comuns são aqueles que a gente vê em filmes, pequenos e fantasiados.

Para suprir esta deficiência, foi criado o sistema Transmilênio, que são ônibus que circulam em faixas seletivas e param em estações. Na entrada destas estações você compra o ticket (2,40 em horários fora de pico) e dirige-se para o ponto aonde o ônibus para. Caso você não saiba qual é o ônibus, pergunte a algumas das guardas que ficam próximas às roletas, mas prepare-se para receber uma resposta atravessada (eles detestam dar informações). Voltando, desistimos do ônibus e pegamos um táxi. O caminho é longo e nos custou uns 14.000 pesos.

Visitamos o Museu do Ouro (3.000 pesos cada) que tem um grande acervo de arte pré-colombiana. Dali andamos pelas ruas e avenidas até a Plaza de Bolivar, aonde está o palácio do governo e a catedral. Continuamos circulando pelo bairro, algumas ruas de La Candelaria e paramos no Museu Botero. Muitas universidades e perto delas restaurantes mais baratos.

Voltamos no Transmilênio para Virrey(B74).

 

No dia seguinte voltamos ao centro histórico, mas desta vez conseguinmos pegar o ônibus J72. Por ser um sábado deve ter sido mais fácil. Descemos na estação final e dali seguimos andando até a entrada do teleférico/funicular que levam ao Cerro de Monserrate principal atrativo da cidade. O valor e o ticket vale para qualquer um dos meios de transporte. Lá em cima provamos chá de bio coca. Estava frio, por isso se for o caso leve casaco. Me parece que há um caminho que pode ser feito a pé, mas é uma subida muito íngreme, não deve ser qualquer um que consegue.

Catedral de Sal
Catedral de Sal

No último dia fomos a Zipaquirá, cidade onde está localizada a Catedral de Sal. Vale a visita. Para chegar até lá, pegue o Transmilênio até a estação Portal Norte. Nesta estação faça a transferência para os ônibus intermunicipais. Não precisa pagar nesta transferência. Dali pegue qualquer ônibus que vá para Zipaquirá (Zipa). Está escrito na janela da frente do coletivo e o trocador/motorista te informará.

A passagem você paga dentro do ônibus mesmo. A viagem dura cerca de 45 minutos e você deve descer na primeira parada dentro de uma cidade. Na dúvida pergunte, quase passamos do local se não tivesse feito isso. Você descerá num lugar que parece tudo, menos uma suposta cidade histórica. Atravesse esta avenida (Avenida 15) e siga em frente pela Calle 3D até a estação de trem, logo após um parque que estará a sua direita. Dali sai um ônibus em formato de trem(pago) que te leva até a Catedral. Mas não precisa, dá fácil para ir andando. Passe também pelo pequeno centro histórico.

A Catedral fica no interior de uma montanha de onde era extraído o sal. Você descerá por túneis de tamanho razoável até chegar à Nave Principal. Entra-se sempre em grandes grupos com um guia, mas eles são tão rápidos que acabamos nos separando sem problemas.

 

Qualquer coisa você pega o outro grupo que vem logo em seguida. Logo na entrada há um mosaico de luzes no teto que formam as bandeiras de todos os países. Pegamos a do Brasil logo antes de passarmos. Curta a descida com calma e lá embaixo veja o espelho de água, o show de luzes e sons e o cinema 3D. É um passeio agradável.

Plaza de Bolívar, na região central de Bogotá.
Plaza de Bolívar, na região central de Bogotá.

Para voltar à Bogotá voltamos ao ponto onde descemos, porém pegamos o ônibus do lado oposto da rua aonde descemos, ou seja, na pista de volta. Atenção, o ônibus é com destino a PORTAL NORTE e não ao TERMINAL. Ônibus cheio e metade do caminho de pé. No terminal norte, troque (pagando) para a área do Transmilênio (caminho contrário ao que fez na ida) e pegue seu ônibus.

Bogotá não é uma cidade barata, aliás, a Colômbia não é um país barato. A cidade pareceu bastante segura, apesar de uma noite ter visto da janela do quarto uma grande movimentação policial em relação a alguma confusão na porta do hotel.

Comer não é difícil, muita carne. A noite fica na Zona T, próxima aos shoppings com muitos bares e boates. Recomendo a Bogotá Beer Company com suas cervejas artesanais e qualquer bar com a promoção do happy hour. A grande parte do movimento acontece nas sextas a noite quando as ruas ficam lotadas. Há várias casas de câmbio abertas 24 horas. Leve seu passaporte ou cópia dele (eu acho que pode ser a cópia).

Nunca troque dinheiro com pessoas na rua e nunca mostre seu dinheiro ou passaporte a ninguém. Mesmo a polícia já que pode ser alguém se fazendo passar por policial.

Não tivemos qualquer problema, mas a cidade não tem uma estrutura de turismo tradicional. O visitante deve estar disposto a pagar um pouco caro ou utilizar a infraestrutura normal da cidade, como os ônibus lotados, aturando as mazelas dos moradores locais.

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