Isla del Sol

A Isla del Sol é a maior ilha do lago Titicaca, e fica dentro do território da Bolívia.

A ilha é considerada sagrada para os moradores locais, segundo as lendas e histórias indígenas, foi lá que nasceu a civilização Inca. Por praticamente toda a extensão da ilha é possível encontrar sítios arqueológicos e ruínas com mais de 500 anos de existência.

O lugar atualmente é povoado por indígenas de origem Quechua e Aymara, que dedicam seu tempo à agricultura, ao artesanato e ao pastoreio, principalmente de ovelhas e cabras.

 

Saímos de Copacabana às 14h, em um dos inúmeros barcos que saem em direção à ilha. Atualmente existem 2 rotas, uma pro lado Sul e outra para o lado Norte.

Optamos por conhecer o lado Norte devidos às indicações e a maior quantidade de ruínas.

Embarcação típica boliviana com os barcos que fazem o transporte à Isla.
Embarcação típica boliviana com os barcos que fazem o transporte à Isla.

Pagamos 25 bolivianos (aproximadamente R$8) na passagem do barco, o preço para o lado Sul era 20 bolivianos (aproximadamente R$6). A viagem dura cerca de 3 horas em um barco simples que viaja bem devagar.

Durante o trajeto é possível apreciar cenários incríveis e a água azul que só o Lago Titicaca tem.

Árvore em uma ilhota isolada em meio ao Lago Titicaca.
Árvore em uma ilhota isolada em meio ao Lago Titicaca.

Nossa intenção inicial era passar apenas a tarde na ilha, porém o tempo ia ficar muito curto e várias pessoas nos indicaram a passar pelo menos uma noite por lá.

Após as 3 longas horas de viagem no vento frio (ficamos na parte de cima do barco), chegamos na praia da comunidade Challapampa (nativos do lado Norte). No momento do desembarque dezenas de crianças nos abordam perguntando se precisamos de hospedagem. Inicialmente ignoramos, mas após andar uns 15 minutos com as mochilas pesadas e morrendo de fome, decidimos pedir a uma delas para nos levar até o hostel.

Vista da sacada do hostel.
Vista da sacada do hostel.

Fomos guiados por uma menina de uns 7 anos até uma espécie de alojamento, onde nos cobraram 30 bolivianos (aproximadamente R$10) para uma noite em um quarto com 2 camas e banheiro compartilhado.

O mais interessante desse hostel era a vista. Da varanda podíamos ver 2 praias que pareciam ser um cenário de filme, daqueles bem paradisíacos.

Deixamos nossas mochilas no quarto, compramos alguns snacks e partimos para a trilha, rumo às ruínas sagradas dos Incas.

Cordeiros no caminho às ruínas Incas.
Cordeiros no caminho às ruínas Incas.

O caminho tem bastante subida e muito vento frio, dura cerca de 1 hora, apesar de todas as pessoas que encontramos no caminho dizer que em 30 minutos chegaríamos nas ruínas.

Chola nativa da Isla fazendo artesanato.
Chola nativa da Isla fazendo artesanato.

O mais interessante é que por quase todo o caminho existem “pedágios” que os nativos cobram, a maioria deles custa 10 bolivianos (aproximadamente R$3).

Uma das inúmeras praias vistas pela trilha.
Uma das inúmeras praias vistas pela trilha.

O cenário é realmente deslumbrante. O contraste da paisagem e a vida simples dos moradores locais nos dá uma certa paz e funciona como uma recompensa pela cansativa trilha.

As ruínas também são muito interessantes, entre elas se destacam o Laberinto Chinkana e a Roca Sagrada.

Nosso principal objetivo no extremo Norte da ilha era ver o pôr-do-sol. Chegamos na região das ruínas perto das 17h e aproveitamos um pouco o espetáculo que a natureza proporciona todos os dias naquele lugar.

Antes de escurecer, partimos de volta para a comunidade Challapampa, com mais 1 hora de caminhada.

Chola em meio a paisagem incrível da Isla.
Chola em meio a paisagem incrível da Isla.

Chegando na comunidade fomos direto a um dos poucos restaurantes, de frente à praia, comer a típica truta do Lago Titicaca. A comida é simples, porém saborosa e bem servida, ao som de música latina, uma vista para a escuridão do lago a noite e a companhia de mochileiros de todas as partes do mundo.

Pôr-do-sol no extremo norte da Isla, próximo às ruínas Incas.
Pôr-do-sol no extremo norte da Isla, próximo às ruínas Incas.

No dia seguinte, acordamos bem cedo e pegamos o barco de volta para Copacabana. O preço de volta é o mesmo e o tempo de viagem também. Os barcos saem da ilha em 3 horários: 10:30h, 12:30 e 14:30, diariamente.

Sempre que me perguntam se vale a pena passar uma noite na ilha, eu respondo que sim. Na verdade, um dia inteiro é pouco para conhecer toda a ilha, que apesar de não possuir tantos atrativo, encanta até o mais exigente dos viajantes.

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