Salar de Uyuni

O Salar de Uyuni é o maior deserto de sal do mundo, aquela enorme mancha branca que a gente vê na América do Sul quando olha no Google Maps.

Esse salar fica localizado no departamento de Potosí e no departamento de Oruro, na parte sudoeste da Bolívia, no altiplano andino. Essa enorme planície, hora seca e hora alagada, fica a 3.650m de altitude.

Há mais ou menos 40 mil anos atrás a área do atual deserto de sal fazia parte do extinto lago Michin, um gigantesco lago pré-histórico. Quando esse lago secou, deixou como remanescentes os atuais lagos Poopó e Uru Uru, e dois grandes desertos salgados, Coipasa (o menor, mais ao norte) e o gigantesco Uyuni.

O Salar de Uyuni tem aproximadamente 10.582 km² de área, sendo maior que o lago Titicaca.

 

Começamos nossa busca nas agências de La Paz por passagens para Uyuni, 2 dias antes da viagem, e pra nossa preocupação já não haviam lugares nos ônibus da Todo Turismo. Essa empresa é considerada a melhor e mais confortável, com poltronas semi-leito, calefação, guia, cobertores e até cilindros de oxigênio para quem se sentir mal.

A solução era buscar uma companhia de ônibus regular na rodoviária, porém o pessoal da Diana Tours nos conseguiu passagens pela Panasur, que é uma empresa mais simples mas oferece poltronas semi-cama e cobertores. Pagamos  180 bolivianos por pessoa (aproximadamente R$60).

Salar de Uyuni
Salar de Uyuni

Chegando na rodoviária, e já conscientes da qualidade da comida boliviana, aumentamos nosso estoque de chocolates, salgadinhos e água. Saímos às 20h e a previsão era de 12 horas viagem. O trecho realmente foi complicado

Já sabíamos que esse seria o trecho de mais perrengue na viagem. A estrada de La Paz até Uyuni era pavimentada até um trecho perto de Oruro, depois o caminho é todo de terra e com alguns trechos bem esburacados.

 

Depois de muito balanço e sacolejo, chegamos em Uyuni às 7h da manhã.

Assim que você desce do ônibus, uma centena de pessoas vêm até você oferecendo os passeios. É uma gritaria só, parece um mercado de peixe em espanhol. Falamos com alguns vendedores mas decidirmos dar mais uma volta pra comer e tentar achar algum passeio mais barato.

4x4 salar
Veículo 4×4 usado nos passeios pelo Salar.

Existem duas opções de passeio no Salar:

  • 1 dia – os preços variam entre 200 e 300 bolivianos por pessoa (aproximadamente entre R$70 e R$100) e o passeio te leva ao Salar, ao Hotel de Sal, à Isla del Pescado e ao Cementerio de Trenes;
  • 3 dias – os preços variam entre 550 e 700 bolivianos (aproximadamente entre R$ 180 e R$230) e o passeio passa por mais lugares além do Salar, como o Arból de Piedra, as Lagunas Coloradas, as Águas Termales, ao povoado de San Juan, ao Salar de Chiguana, entre outros.

Optamos pelo passeio de apenas 1 dia, devido ao nosso curto tempo. Pagamos 200 bolivianos (aproximadamente R$70), depois de muita pechincha e partimos junto com mais 3 pessoas no carro.

Logo que saímos de Uyuni o guia pára no Cementerio de Trenes, um campo com diversas locomotivas e vagões antigos e desativados. Esses trens foram os primeiros a chegar em Uyuni e estão ali desde 1890.

O lugar é bem incomum e interessante, ótimo para tirar diversas fotografias.

Cementerio de Trenes
Cementerio de Trenes

Saindo do cemitério, embarcamos Salar a dentro. Em alguns pontos encontramos o solo alagado, com uma fina camada de água.

O guia pára em diversos pontos para os turistas tirarem fotos e aproveita para explicar a história do Salar, suas curiosidades e como tudo aquilo acontece.

Logo que entramos naquela imensidão a gente se depara com uma natureza incrivelmente bela e imponente. Tudo o que nos rodeia é impressionante, e no horizonte o céu se confunde com o chão, nos dando a sensação de estar andando rumo ao infinito.

Em alguns locais do Salar o solo tem formas geométricas que se assemelham a hexágonos. Nesses locais os guias param para que os turistas tirem as famosas fotos com perspectivas.

Hexágonos formados no solo do Salar.
Hexágonos formados no solo do Salar.

Depois de algumas horas em meio ao deserto, chegamos à Isla del Pescado. Uma ilha em meio ao Salar com milhares de cactos de várias espécies, alguns com mais de 300 anos. A ilha é quase um parque ecológico e é cobrado 30 bolivianos para a visita (aproximadamente R$10).

Depois de 1 hora e meia de passeio na Isla, o almoço foi servido em algumas mesas de pedra. Comemos e embarcamos rumo ao Hotel de Sal.

Vista do alto da Isla del Pescado.
Vista do alto da Isla del Pescado.

O Hotel de Sal Playa Blanca fica em meio ao Salar, é uma construção feita toda de sal, inclusive alguns móveis. Não tem nada de muito especial, mas a vista que se tem do hotel é muito bonita.

Bandeiras de vários países, em frente ao Hotel de Sal.
Bandeiras de vários países, em frente ao Hotel de Sal.

Saindo do hotel de Sal tomamos o rumo de volta à Uyuni. O cansaço já estava batendo, mas mesmo na volta a paisagem nos surpreendia. Voltamos do passeio com um gostinho de “quero mais”.

 

Dicas úteis
  • Pechinche o preço dos passeios e procure conhecer o guia e os veículos antes de comprar;
  • Leve lanches rápidos e garrafas de água;
  • Leve óculos escuros, o reflexo do sol no deserto é muito forte e pode prejudicar a visão;
  • Use roupas que protejam contra o vento. Lá venta muito;
  • Use protetor solar e labial. O sol é forte e o vento frio e seco castiga;
  • Fique com a câmera pronta o tempo todo. O passeio inteiro é lindo e as paisagens pedem uma foto atrás da outra;
  • Tome muito líquido, e em caso de mal-estar o chá de Coca pode ser uma boa ajuda.
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