Tiwanaku, o importante sítio arqueológico pré-Inca

Particularmente, eu sou uma pessoa que adora conhecer lugares, gente e tudo quanto é tipo de coisa que de alguma forma faz parte da história mundial.

Uma das minhas maiores expectativas era conhecer o Sítio Arqueológico de Tiwanaku,  e sentir um pouco da atmosfera de um dos lugares que fizeram parte da história pré-inca.

O complexo arqueológico fica a 72km de La Paz, suas ruínas datam de 1500 A.C. e o seu nome atual é relacionado ao termo Aymara, que significa “pedra no meio”, em alusão a crença de que ficaria no centro do mundo. Porém, o nome pelo qual Tiwanaku era conhecida pelos seus habitantes se perdeu, já que esse povo não deixou uma linguagem escrita.

Tiwanaku foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO e seus trabalhos de escavação ainda estão em andamento.

Tiwanaku, Tihuanaco ou Tiahuanaco.
Tiwanaku, Tihuanaco ou Tiahuanaco.

Um dia antes procuramos diversas agências de turismo da Calle Sagarnaga, em La Paz, os passeios até Tiwanaku. São diversas agências que vendem os pacotes, mas geralmente os preços são bem parecidos.

Fechamos com uma agência chamada VicTours por 290 bolivianos (aproximadamente R$ 90) incluindo guia, almoço e entrada ao complexo.

No dia seguinte, às 8 da manhã, o ônibus estava lá na porta do hotel nos esperando. O ônibus passou por outros hotéis para buscar mais gente e seguimos viagem, o trajeto durou cerca de 2 horas.

Ônibus para Tiwanaku.
Ônibus para Tiwanaku.

Chegando em Tiwanaku o guia nos leva diretamente para o Museu Lítico. Dentro do museu o guia explica como surgiu a civilização tiwanacota e como ela se espalhou por toda a região. Toda a história daquela região é contado pelo guia e pelos inúmeros artefatos encontrados nas escavações (desde o início dessa civilização até a chegada dos Incas em 1300 D.C.).

Monolito Bennet, dentro do Museo Pachamama.
Monolito Bennet, dentro do Museo Pachamama.

Saindo do Museu Lítico o guia nos leva até o Museu Pachamama, onde se encontra apenas uma sala com a maior estrutura encontrada em Tiwanaku, o Monolito Bennett. Essa peça tem uma altura de 7,3 metros e pesa cerca de 20 toneladas.

Dentro desse museu é proibido tirar fotos, porém eu só vi a placa depois que a polícia me chamou a atenção. Ainda sim, consegui registrar essa estrutura magnífica.

Monolito Ponce com o sinal da cruz talhado pelos espanhóis.
Monolito Ponce com o sinal da cruz talhado no braço pelos espanhóis.

Saindo dos museus seguimos direto ao sítio arqueológico. Dentro do complexo existem várias estruturas como pirâmides, monolitos e templos.

Um fato muito curioso e que me chamou a atenção, foi que os monolitos possuem as duas mãos voltadas para o mesmo lado (praticamente impossível), como se vê nas fotos.

Há também outra curiosidade sobre esses monolitos: durante a chegada dos espanhóis, todos os monolitos tiveram suas faces desfiguradas e sinais da cruz foram talhados em suas estruturas, para “exorcizar” as entidades.

Monolito El Fraile, com parte de sua estrutura destruída.
Monolito El Fraile, com parte de sua estrutura destruída.

Um dos pontos marcantes de Tiwanaku é a Porta do Sol. Uma porta talhada em uma estrutura de pedra com o desenho do Deus Sol no centro. Essa estrutura é simbolo da Bolívia.

Puerta del Sol
Puerta del Sol

Outro local muito interessante no complexo: o Templo Semi-subterrâneo. Nessa “piscina” encontram-se paredes com diversas cabeças esculpidas em pedras, dizem as más línguas que as cabeças brancas são de alienígenas. Se são aliens ou não ninguém pode dizer, o fato é que as cabeças brancas tem um formato muito estranho!

Templo semi-subterrâneo com as cabeças nas paredes.
Templo semi-subterrâneo com as cabeças nas paredes.

Era muito importante pra mim estar ali, naquela terra que é praticamente sagrada. Eu sempre assistia documentários como “Eram os Deuses astronautas?” e programas do History Channel que destacavam Tiwanaku e suas estruturas inexplicáveis, mas nunca imaginei que fossem tão fantásticas. Até quem a visita no sítio no templo de Kalasasaya termina e seguimos a Puma Punku.

Panorama de Tiwanaku, exatamente na linha onde o Sol nasce no solstício de verão.
Panorama de Tiwanaku, exatamente na linha onde o Sol nasce no solstício de verão.

Puma Punku significa “Portal do Puma” e é um sítio arqueológico ainda em escavação, onde os arqueólogos afirmam existir estruturas de uma pirâmide enterrada.

Ao entrar no complexo todos tem uma incrível surpresa. Estruturas enormes de diversos formatos, mas a maioria em forma de “H”, com o mesmo tamanho e idênticas umas as outras.

As peças possuem uma exatidão que é difícil descrever e muito mais difícil entender como aquela civilização possuía tecnologia suficiente para polir pedras tão grandes e com tanta precisão.

Estruturas em forma de "H" no complexo de Puma Punku.
Estruturas em forma de “H” no complexo de Puma Punku.

Após a visita o guia nos leva para almoçar em um hotel bem perto dos complexos. Uma das opções de pratos servidas no restaurante é carne de Lhama. A carne de Lhama é bem macia e tem um gosto forte, parecido com carne de cordeiro. Nada demais, mas vale a pena experimentar.

volta de Tiwanaku
Retorno para La Paz com a Cordilheira Real ao fundo.

No trajeto de volta é possível compreender mais sobre a região do Altiplano boliviano e ter uma vista incrível da Cordilheira Real.

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