Doenças e males comuns em viagens

Com o aumento do turismo no mundo, principalmente nos países emergentes, aumentaram também as ocorrências de males causados por diversos motivos e surtos de doenças virais e bacterianas.

Males como o Soroche (mal da altitude) e diarreia do viajante, são comuns em países da América do Sul, já doenças virais como Hepatite e Cólera, são riscos oferecidos em países Africanos. Porém os males comuns em viagem não se resumem apenas a isso, é muito comum alergias provenientes de percevejos nas camas de hotéis, insolações causadas por exposições prolongadas ao sol e neve, desidratação, entre outras.

Pensando nessas doenças elaboramos uma série de dicas para que o viajante possa aproveitar seu roteiro tranquilamente, se prevenindo dos riscos que alguns destinos oferecem.

 

Males como a diarreia do viajante são comuns em países menos desenvolvidos.
Males como a diarreia do viajante são comuns em países menos desenvolvidos.

 

Males e seus sintomas

Insolação – Muito comum em praias e durante viagens ao deserto, esse mal acontece devido à grande e prolongada exposição aos raios solares. Para se prevenir desse mal e evitar queimaduras mais graves, é importante usar roupas leves, passar protetor solar com frequência, usar roupas mais fechadas e protetores para a cabeça e olhos em lugares com temperaturas acima dos 38ºC e fazer ingestão constante de líquidos como água e sucos naturais.

 

Mal da altitude (Soroche) – Mais comum nos países da América do Sul, esse mal afeta os viajantes que se encontram em altitudes acima de 2.700m sobre o nível do mar. O soroche causa principalmente falta de ar, cansaço, dores de cabeça e dificuldade para respirar e dormir. Nos países andinos é muito comum tomar chá e mascar folhas de Coca para aliviar os sintomas. Para diminuir os riscos e o mal estar, é aconselhável que o viajante se acostume com a altitude antes de fazer passeios e expedições em montanhas, também é importante ingerir bastante líquido e evitar comidas pesadas e bebidas alcoólicas.

 

Diarreia do viajante – Esse mal é comum durante viagens a países que possuem um saneamento básico precário. A diarreia do viajante é causada pela ingestão de bactérias desconhecidas pelo corpo da pessoa, causando febre, vômitos, diarreia e desidratação. O tratamento geralmente é com a reposição de líquidos, anti-térmicos e anti-inflamatórios. Para prevenir esse mal, evite consumir alimentos de procedência desconhecida ou produzidos em locais sem a higiene adequada.

 

Percevejos da cama (Bed bugs) – Os bed bugs são percevejos que habitam tecidos e espumas de colchões. Em alguns lugares do mundo, existe um controle sobre a desinfecção das camas de hotéis e alojamentos, prevenindo a ocorrência desses insetos. A picada desses percevejos causam alergias e em alguns casos as reações podem ser graves, principalmente em pessoas com uma tolerância baixa à picada de insetos. Para evitar esse mal, procure se informar sobre a higiene do local onde vai se hospedar e verifique sempre os lençóis e camas antes de se deitar.

 

Percevejos da cama, comuns em hotéis que não desinfectam seus quartos.
Percevejos da cama, comuns em hotéis que não desinfectam seus quartos.

 

Destinos, doenças e vacinas

Sarampo, caxumba e rubéola – nem mesmo os países mais desenvolvidos escapam dessas doenças. Os pais devem antecipar a vacina para crianças com destino às áreas de risco. A vacina monovalente pode ser administrada a partir dos 6 meses de idade e a tríplice viral, a partir dos 12 meses.

 

Difteria e tétano – Os brasileiros, desde criança, já são imunizadas no calendário oficial de vacinas, mas os adultos e os idosos devem ficar atentos se já receberam o esquema completo das vacinas e se estão em dia com a dose de reforço dupla Adulto (dT), tomada a cada 10 anos.

 

Febre-amarela – hoje, as áreas de risco no Brasil compreendem as zonas rurais e selvagens do Norte e Centro-Oeste, partes do Nordeste (Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo sul da Bahia), do Sudeste (Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e do Sul (oeste do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul). Disponível nos postos de saúde e nas clínicas privadas, a vacina deve ser tomada 10 dias antes da viagem.

 

Meningite meningocócica – As leis da Arábia Saudita exigem o certificado de vacinação para os peregrinos que viajam a Meca e Medina. A imunização é indicada para aqueles que se dirigem ainda para a região sub-saárica da África, conhecida localmente como “cinturão da meningite”.

 

Gripe (influenza) – A vacina para essa doença é indicada quando a viagem acontecer durante a temporada de gripe, em geral do final do outono ao início da primavera do país de destino.

 

Raiva – Essa doença pode ser transmitida pela mordida de alguns mamíferos, a vacinação profilática é indicada para países da África e do Sul e sudeste da Ásia onde a raiva canina ou em morcegos é comum. Praticantes de ecoturismo também devem ser vacinados.

 

Hepatite A – Transmitida via alimentos e água contaminada, recomenda-se a vacinação, principalmente para locais com saneamento básico precário, como praias desertas, matas e vilarejos.

 

Hepatite B – Essa doença é transmitida através do sangue e nas relações sexuais sem proteção. O viajante também pode receber a vacina para prevenção.

 

Febre Tifóide – A vacina é indicada a praticantes de turismo ecológico ou alternativo em regiões com precárias condições de saneamento básico: África (exceto a regiões norte e extremo sul), sudeste asiático, México, Bolívia e países da Costa Andina (com exceção do Chile).

 

Cólera – Essa doença existe de forma endêmica e epidêmica em Angola, Moçambique, Uganda e Congo (África), Peru, Bolívia, Equador e Guiana Francesa (América do Sul), Nepal, China, Índia, Malásia e Paquistão (Ásia) e em alguns países do leste europeu.

 

Malária – Essa doença é muito comum nas regiões de florestas e matas entre os trópicos. Não há uma vacina específica e a doença possui um ciclo. O tratamento se dá através de anti-maláricos e anti-térmicos.

 

As doenças em viagens são mais comuns do que pensamos.
As doenças em viagens são mais comuns do que pensamos.

 

Cuidados durante viagens internacionais

Doenças Transmitidas pela Água e Alimentos:

Um problema comum em viagem é a diarreia causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados.Esteja sempre atento à natureza e à qualidade daquilo que você ingere e oferece às crianças. Observe as medidas básicas de higiene e as seguintes recomendações:

  • Lave as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, principalmente antes de ingerir alimentos, após utilizar conduções públicas ou visitar mercados ou locais de muito fluxo de pessoas;
  • Beba somente água mineral engarrafada. Se não for possível, trate a água disponível com Hipoclorito de sódio a 2,5%, colocando 2 gotas em 1 litro de água e aguardando por 30 minutos antes de consumir;
  • Evite adicionar gelo nas bebidas;
  • Assegure-se que o alimento esteja bem cozido, frito ou assado;
  • Fique atento à temperatura dos alimentos expostos para venda. Os alimentos perecíveis devem ser mantidos em baixa temperatura (abaixo de 5° C) e os quentes bem aquecidos (acima 60 °C);
  • Evite o consumo de frutos do mar crus;
  • Moluscos e crustáceos podem conter toxinas que permanecem ativas mesmo após a cocção;
  • Não consuma leite nem seus derivados crus;
  • Não consuma preparações culinárias que contenham ovos crus;
  • Frutas e verduras que possam ser descascadas e cujas cascas estejam íntegras, podem ser consumidas cruas;
  • Quando for consumir alimentos exóticos, seja prudente e não exagere;
  • Evite o consumo de alimentos vendidos por ambulantes;
  • Alimentos embalados devem conter no rótulo a identificação do produtor, data de validade e a embalagem deve estar íntegra. 

 

Doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos: 

Estão, normalmente, associadas ao eco-turismo e ao turismo rural, mas podem também ocorrer em áreas urbanas. Nestes casos:

  • Utilize roupas que protejam contra picadas de insetos: camisas de mangas compridas, calças e sapatos fechados;
  • Aplique repelente à base de DEET (dietil-toluamida) nas áreas expostas da pele. O uso de repelente é contra-indicado para crianças menores de dois anos de idade;
  • Para crianças entre 2 e 12 anos de idade o repelente dever ter concentração máxima (de DETT) de 10%;
  • Para maiores de 12 anos o repelente deve ter concentração (de DETT) igual ou superior a 30%;
  • Verifique atentamente no rótulo a concentração do repelente: ela define a freqüência do uso;
  • Lembre-se que o produto deverá ser reaplicado caso a pessoa se molhe ou transpire excessivamente e deve ser utilizado depois da aplicação do protetor solar;
  • Antes de dormir tome banho para remover o resíduo de todos os produtos aplicados sobre a pele;
  • Dê preferência a locais de hospedagem que possuam ar-condicionado, telas de proteção nas janelas ou utilize mosquiteiro sobre a cama.

 

Doenças transmitidas por outros animais:

Algumas espécies de aves e mamíferos também podem transmitir doenças infecto-contagiosas, inclusive
no meio urbano, portanto:

  • Evite contato próximo com aves vivas ou abatidas;
  • Caso sofra agressão por mamíferos domésticos ou silvestres, lave imediatamente a área com água e sabão e procure atendimento médico.

 

Doenças respiratórias:

As doenças respiratórias mais comuns são as gripese os resfriados, que podem ser causados por uma diversidade de fatores. No caso da gripe, a vacinação pode ajudar,mas normalmente as nossas vacinas são produzidas com base nos vírus mais comuns em circulação no Brasil e podem não proteger contra os vírus circulantes em outros países. Portanto, alimentar-se bem, adotar hábitos saudáveis e higiênicos e evitar o estresse são as formas mais eficazes de prevenção.
A rinite alérgica é uma doença que se confunde com a gripe e pode estar associada a mudanças climáticas e ambientais, como baixas temperaturas, baixa umidade do ar, presença de fungos e pólen, etc. A rinite alérgica não causa febre, exceto se estiver associada a uma infecção.

 

 

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